terça-feira, 5 de outubro de 2010

PARECE BRINCADEIRA, MAS É VERDADE

          Ficamos surpresos quando vimos entre as testemunhas em favor da Vereadora Karla Loiola o nome do Presidente da Assembleia  e Vice-Governador eleito, Domingos Filho. Surpresa maior estaria por vir no processo de cassação do Prefeito Marcos Alberto. Além do Deputado acima citado, figura como testemunha o seu colega e Líder do Governo Deputado Nelson Martins.
           É fácil entender que trata-se de mais uma manobra para procrastinar os trabalhos da Comissão Processante tendo em vista que os dois têm foro privilegiado podendo, portanto, escolher o local, dia e hora para depor. Difícil é entender o que eles sabem sobre os fatos ocorridos em nosso município e, se sabem alguma coisa, certamente são coniventes com toda a roubalheira praticada pelo Prefeito, devidamente comprovada pelo TCM.
           Certamente, você que está lendo neste momento, estará se perguntando: Por que o interesse de figuras tão importantes da política do estado em defender um indivíduo cheio de processos em todos os níveis da Federação? A resposta não temos, mas não podemos deixar de ver a figura do Moraizinho, chefe dos Esquemas Falcon e Integração Cearense neste intrínseco mundo da corrupção.

Por Areton






DNA DO BOLSA FAMÍLIA

OPINIÃO

          Ainda que tenhamos a possibilidade de vitória da oposição em segundo turno, minha preocupação não repousa face aos resultados já definidos para o Congresso Nacional. Na minha umilde visão o mais importante não é quem será o mandatário maior do País, mas sim, o poder moderador do Legislativo que se aviltou nesta última eleição, notadamente no Senado Federal. Naquela Casa a oposição conseguiu barrar algumas investidas do governo e até derrubar mecanismos como a CPMF que sugava vorazmente o bolso do cidadão face seu nefasto efeito cascata. Outro exemplo é a extinção do famigerado Fator Previdenciário que rouba significativa parte do salário de quem contribuiu uma vida inteira dentro das regras de uma ciência chamada "atuarial", derrubada pelo Senado, embora vetada pelo Presidente da República, contrariando sua promessa de campanha de extinguí-lo.
          No caso da CPMF o Governo alegava ser imprescinsdível, principalmente para a manutenção dos gastos com a saúde. Segundo especialistas e até membros do partido do Governo, este argumento é falacioso uma vez que ele mantém a DRU que permite a retirada de 20%  da arrecadação, inclusive da Saúde e da Previdência Social para gastar como bem lhe aprouver. Relativamente à Saúde bastaria aprovar a Emenda 29 que  já completou uma década engavetada na Câmara, para que a Saúde tivesse garantido 10% de todos os recursos arrecadados.
           Nos aflige ainda o apontamento ideológico na direção de Governantes ditatoriais com rótulos de "socialistas" como Chaves, Castro e Ahrmadnejad.  Felizmente o primeiro teve uma derrota nas últimas eleições quando a aoposição obteve 67 das 165 cadeiras da Câmara Legislativa, retirando-lhe a maioria absoluta que  lhe permitia governar com mão de ferro, sem contar com a desaprovação popular ao Plebiscito que visava refomar a Constituição do País e lhe conceder o terceiro mandato.
          Infelizmente, com os resultados obtidos nesta última eleição, tudo leva a crer que estamos inciando um processo que no País vizinho dá mostras de que tende a sucumbir.



PAULATINA CONSCIÊNCIA ELEITORAL - JORNALISTA SCARCELA JORGE


              NOBRES: já prestaram a atenção que as eleições presidenciais em seu primeiro turno abriram um novo vil de consciência para o nosso cidadão extrapolando até os seus objetivos. Para ser peça dessa atenção, entraríamos em fases distintas, principalmente entranhar nesse emaranhado de conceitos para rememorar o transcurso desse evento por si literalmente arrebatador. As eleições trazem, além da memória de um sonho cultivado durante os anos do regime de exceção: - duas realidades. Uma é boa, porque marca uma nova chance, que o tempo nos proporciona de modificar o nosso destino. A outra é tão dramática quando vem sendo a nossa história, desde os primórdios de nossa colonização. A cada nova eleição, (tida como geral a que nos reportamos) somos convidados a nos deparar com o País cuja estrutura cultural pausadamente muda, quando muda, são meros retoques. Nos longos anos de ditadura nos deparáramos com os candidatos a deputados (alguns cargos que eram “eleitos” por eleição direta) distribuídos entre MDB e ARENA. A triste propaganda política vivenciada nos pleitos eleitorais notadamente nos anos 70, apresentava imagens estáticas dos candidatos, quando ter sido síndico de edifício era o quesito mais nobre da grade curricular de muitos deles, além de outros itens singulares. Ficamos na história recente encapsulados entre esses arremedos de partidos políticos. A ditadura, “assim se pode rotular” acabou e veio a democracia que, de início, nos encheu de esperanças de mudanças, para ser o “país do futuro. Porém nos eventos promocionais de hoje, sobre candidaturas, vimos semelhante ação, na propaganda eleitoral, misturando políticos como em “sacos de gatos”. Atualmente são tantos os partidos que nem sabemos repetir as siglas literalmente vazias. Obstinados a romper a barreira pessimista teremos que contribuir para evolução desses conceitos. O Século XXI veio acompanhado da globalização em que o planeta se inscreveu por bem ou por mal. Aterrissamos no mundo das telecomunicações, das tecnologias avançadas de uma capacidade transcendente do mundo real e implicitamente irreal para esta opinião. O que falta no evento eleitoral é racionalizar idéia e dar a mais nova feição dos fatos e não repetir certos erros que se vem ao longo da nossa história. A Justiça Eleitoral também precisa de apoio, já e já, para inovar ações e balizar acontecimentos como a “Lei da Ficha Limpa” uma proposta de iniciativa popular cuja adoção do povo para formatação legal de princípio foi um passo relevante para moralizar a nação porém se encontra com controvertidas interpretações no STF, para julgamento final. Não só eleitores e candidatos precisam inovar costumes. O pleito eleitoral até agora por várias vertentes tornou-se tacitamente admirável. Não é só promover a disputa eleitoral, este, se torna elemento de novidade cultural, poderíamos tirar dele sobras para que enfim alcance a nossa politização.

Antônio Scarcela Jorge







segunda-feira, 4 de outubro de 2010

MENOS MAL

 

UM AGRADECE, O OUTRO BOTA BONECO

ONTEM, AGRADECIMENTOS E MENTIRAS. HOJE, DEMISSÕES

RESULTADO GERAL DAS ELEIÇÕES NO CEARÁ

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http://www.tre-ce.gov.br/tre/eleicoes/ele2010/Resultado-totalizacao-1Turno.pdf

O BRASIL DO IBOPE E O BRASIL DAS URNAS, UM DIA DEPOIS



o-brasil-do-ibope-e-o-brasil-dos-brasileiros1 

O leitor Feliciano Maduro decidiu juntar dois mapas. As áreas vermelhas indicam vitória de Dilma; as azuis, de Serra; o que está em cinza, indefinição.
Pois bem: à esquerda, vocês têm o Brasil como o Ibope disse que ele era no dia 2. À direita, o Brasil que saiu das urnas um dia depois.
Não fosse a estúpida loquacidade dos responsáveis pelas pesquisas no Brasil, que passaram a falar mais do que diziam seus números já perturbados, há esse constrangedor contraste.
Ainda falaremos muito sobre pesquisas nos próximos dias e os analistas que se tornaram contínuos ou do erro ou da má fé. Os “especialistas em pesquisa” do Estadão, Daniel Bramatti e José Roberto de Tolerado, deram o seguinte título para a reportagem sobre os mapas de votação: “Marina tira eleitores de Dilma, que perde em mais estados do que se previa”.
O que faz aí este “se” como índice de indeterminação do sujeito, cara pálida? Quem previa? Preparem-se para a reação corporativista dos institutos. Reivindicarão o direito de continuar declarando que estão certos, mesmo errados. O resultado de seus levantamentos nos estados também é uma tragédia. Daqui a pouco um deles sai da toca para acusar os críticos de “obscurantistas”. Os honestos tratem de rever sua ciência, coisa que os desonestos não farão, é claro! Em qualquer dos casos, os loquazes diretores de instituto devem falar menos e acertar mais.

Por Reinaldo Azevedo

NOVA RUSSAS TEM ELEIÇÃO DIFERENCIADA NO ESTADO

          Enquanto o Governador é reeleito com mais de 60% dos votos em todo o estado o nosso município apresenta um quadro eleitoral totalmente diferente. Liderou a votação o candidato Lúcio Alcântara com mais de 6 mil votos (6.013), seguido de Cid com menos de 5 mil (4.758) e Marcos Cals com 2.032. (Dados extra-oficiais).
          Para a Câmara Federal tivemos uma nítida vitória das oposições que obtiveram com os dois principais candidatos 4.145 votos enquanto o candidato do Prefeito obteve 3.408.
          Para a Assembleia Legislativa, mesmo com dois vereadores de oposição votando no candidato local Vandeley Pedrosa, o mesmo consguiu 3.373 votos, enquanto os principais candidatos dos três principais grupos de oposição conseguiram 3.485.

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