Enviado por Arthur Virgílio
Política
Mensaleiros
O processo do chamado “mensalão”, que deverá ser julgado pelo
Supremo Tribunal Federal ao longo do primeiro semestre de 2012, carrega valor
simbólico inegável.
A decisão dessa Corte, no sentido de se manter como foro para
o
caso, ainda que os deputados federais João Paulo Cunha e Waldemar da Costa
Neto porventura, viessem a renunciar aos respectivos mandatos, merece ser
elogiada e oferecida como exemplo ao Brasil: pela jurisprudência anterior, se
os citados parlamentares, que têm direito a foro especial, abrissem mão dos
mandatos, o processo inteiro iria para a primeira instância e assim, no
demorado caminho de volta até o STF, tudo cairia em prescrição e os mensaleiros
sairiam impunes.
Pior do que isso, a tese de que houve “mensalão” cairia em
névoa e o ex-presidente Lula, arauto principal de sua própria “inocência” e da
“lisura” de seus companheiros, teria discurso para percorrer o País com a
proposta de aceitarmos o destino de República inapelavelmente desmoralizada.
Eis porque a Nação aguarda o desfecho célere e saneador do
processo.
Mensaleiros impunes equivaleriam a sinal verde para a
sociedade se degenerar de vez. As pessoas perderiam a razão de se manterem
honestas. Os valores se subverteriam completamente.
O Brasil, de Deodoro para cá, jamais presenciou escândalo de
proporção tão arrasadora. O mês do julgamento mobilizará todos os sentimentos e
todas as esperanças.
A epidemia de “malfeitos” (expressão cunhada pela presidente
Dilma Rousseff para substituir a palavra corrupção e, com isso, ferir menos os
“brios” de sua base aliada) é consequência da sensação de que, até hoje, os
mensaleiros passeiam airosamente pelas ruas brasileiras, livres, ousados,
desafiadores.
Não havia mesmo condição de julgá-los em tempo menor que,
digamos, maio de 2012. Bons advogados e garantias constitucionais asseguraram
esse tempo que tanto angustia as pessoas de bem. Mas a democracia não poderia
ser atropelada e seu bastião é o próprio STF.
Antes do “mensalão” havia problemas e até escândalos. Deu-se
o momento de corte e, a partir dele, os problemas e os escândalos aumentaram em
número, intensidade e descaramento. Um quadrilheiro ameaça o outro pelos
jornais. Os discursos dos “descontentes” são cheios de ameaças veladas, de
força tal que a presidente desmentiu a ela mesma e jurou que nunca havia
pronunciado a palavra “faxina”.
O cenário passa ao povo a impressão de que todos são
cúmplices em fatos já ocorridos ou, até, por acontecer.
De repente, política passou a ser sinônimo de imoralidade.
Político passou a ser visto como ser merecedor de toda a desconfiança do mundo.
As pessoas sérias pagam pelos despudorados. A descrença se
abateu sobre as almas, os corações.
É necessário restabelecermos a normalidade. E esta só virá
com o fim da impunidade e o fortalecimento e moralização das instituições.
Daí o constrangimento histórico causado pelos que Antonio
Fernando da Silva, quando Procurador-Geral da República chamou de quadrilheiros
sofisticados, ao denunciá-los ao STF a partir das denúncias do mensalão.
Ilesa, essa gente desmonta o Brasil e ofende os brasileiros.
Mas a hora está chegando!
Arthur Virgílio é
diplomata, foi líder do PSDB no Senado
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sábado, 08 de outubro de 2011 | 03:27
Senado feudal
Sebastião Nery
Piancó é cidade ilustre e não é de graça. Foi lá que a Coluna
Prestes travou o único grande combate no Nordeste, morrendo, entre outros, o
padre Aristides, comandante da resistência. O batalhão da Coluna estava sob o
comando de um tenente baixinho e valente: Cordeiro de Farias.
João Pereira Gomes, promotor, começou carreira em Piancó. Na
feira, passava o coronel Chico Nitão: dois revólveres na cintura e uma
cartucheira na barriga. O promotor chamou o cabo:
- Seu cabo, vá desarmar aquele indivíduo.
O cabo arregalou os olhos:
- Senhor doutor promotor, desarmar logo o coronel Chico
Nitão?
- E eu quero saber quem é o coronel Chico Nitão? Vá desarmar,
é a lei.
***
PIANCÓ
PIANCÓ
O cabo foi buscar o delegado, tenente Sobreira, que se
espantou:
- Doutor promotor, o senhor mandou desarmar o coronel Chico
Nitão?
- Mandei, tenente. Não me interessa quem seja. É a lei.
- Doutor promotor, o coronel é gente famosa, herói da região,
combateu vários grupos cangaceiros, Lampião, Antonio Silvino, até com a Coluna
Prestes ele brigou. Ele tem esse privilégio de andar armado.
- E eu com isso? É a lei. Vou cumprir a lei.
- Doutor promotor, alguns anos atrás apareceu por aqui um
promotor igualzinho ao senhor, jovem e homem da lei. Mandou desarmar o coronel
Chico Nitão e o coronel respondeu: “Diga ao doutor promotor que as minhas armas
só saem da cintura debaixo de festejo”. E o promotor morreu.
- Bem, tenente, sendo assim, suspenda a operação, que vou à
capital conversar com o governador.
João Pereira Gomes, promotor e homem da lei, foi à capital e nunca mais voltou a Piancó para desarmar o coronel Chico Nitão.
João Pereira Gomes, promotor e homem da lei, foi à capital e nunca mais voltou a Piancó para desarmar o coronel Chico Nitão.
***
CHICO NITÃO
CHICO NITÃO
Essa história, que Piancó conhece e o saudoso José Américo de
Almeida contava, tem 80 anos. É de antes da Revolução de 30. Um tempo muito
antigo, de poderes muito atrabiliários. E o Brasil era um país feudal.
Hoje, mudou. O Brasil há muitos anos deixou de ser um país
feudal para ser um país legal. Tem uma Constituição jovem e moderna. Tem
instituições discutidas e aprovadas por uma imensa maioria eleita pela Nação.
Não há mais coronel Chico Nitão decidindo o que quer e o que não quer, o que
pode e o que não pode. O tempo dos Chico Nitão passou.
O Senado precisa decidir se é um Senado Federal ou Senado
Feudal.
***
JARBAS
JARBAS
O senador Jarbas Vasconcelos não precisava ser tão vidente,
quando disse que o senador José Sarney ia querer fazer do Senado “um grande
Maranhão”. Não deixa de ser injustiça com o Maranhão. Podia ser Amapá.
Não passou um mês para o Senado Feudal de Sarney aparecer:
“Seguranças do Senado protegendo propriedades de Sarney no Maranhão, o que já seria esquisito, mas fica pior porque o domicílio eleitoral dele é outro, o Amapá. E passagens da cota parlamentar desviadas para amigos de Roseana passarem fins de semana em Brasília… e o então senador Tião Viana que emprestou o celular do Senado para a filha usar em viagem ao México. Uma economia e tanto para a família. Quem paga a conta é você”.
Será que, na época, a Eliane Cantanhede exagerou? A “Folha” contava pior.
“Seguranças do Senado protegendo propriedades de Sarney no Maranhão, o que já seria esquisito, mas fica pior porque o domicílio eleitoral dele é outro, o Amapá. E passagens da cota parlamentar desviadas para amigos de Roseana passarem fins de semana em Brasília… e o então senador Tião Viana que emprestou o celular do Senado para a filha usar em viagem ao México. Uma economia e tanto para a família. Quem paga a conta é você”.
Será que, na época, a Eliane Cantanhede exagerou? A “Folha” contava pior.
***
ROSEANA
ROSEANA
1 – “Senado paga viagem para amigos de Roseana. O pagamento
de passagens aéreas para amigos e assessores da senadora Roseana, líder do
governo no Congresso, causou discussão. A senadora comprou os bilhetes com a
cota que recebe para se deslocar de Brasília ao Maranhão.”
2 – “E hospedou parte do grupo na residência oficial da
presidência do Senado. A assessoria de Roseana disse que seis pessoas estiveram
em Brasília a convite da senadora para discutir a política maranhense.”
***
CASSINO
CASSINO
3 – “Ao longo do dia, Roseana e seus assessores entraram em
contradição. Primeiro, ela disse que pagara a passagem de dois assessores,
enquanto sua assessoria informava que seriam seis, e que quatro deles ficaram
hospedados na residência oficial do Senado, de sexta a domingo”.
4 – “Lá no Maranhão – explicou Roseana -, de vez em quando eu
jogo baralho com um grupo de amigos. Como eu não estou podendo me deslocar para
lá, estão dizendo que eu trouxe a mesa do jogo para Brasília. Isso é uma
loucura! O site publicou a lista das pessoas com quem eu jogo. Mas a lista de
quem teria usado passagens está errada.” (“Folha”.)
Nos tempos do cartão do Banco Santos em Las Vegas era melhor.
***
OLIVEIRA
OLIVEIRA
O saudoso e talentoso Oliveira Bastos, amigo de Sarney e meu,
dizia que a maior redação do Brasil era o gabinete de Sarney no Senado. O
escândalo de 181 diretores para 81 senadores não é invenção de Sarney. Mas ele
sempre participou. É inacreditável o que a “Folha” publicou, há três anos:
“Até mesmo funcionários do Senado não concursados têm cargo
de diretor. É o caso de Tânia Fusco, assessora de imprensa da senadora Roseana
Sarney. Por indicação de Sarney, ela é diretora da Subsecretaria de Divulgação
desde 2003. Ela disse que sempre acompanhou a senadora, mas que seu cargo é de
diretora e sua função é atender a imprensa, embora essa função seja feita por
outras jornalistas.” (É a redação do Oliveira Bastos.)
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Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de
Sousa -
7.10.2011
| 16h08m
Geral
Mais uma carta de Lisarb
*Não há motivo para não se seguir o coração… Nunca deixe de
ter fome. Nunca deixe de ser insensato".
*Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer
o que vou fazer hoje?".
Copiar suas frases não é simplesmente minha homenagem ao
homem que transformou nosso tempo. É meu agradecimento pela lição pessoal
que suas palavras encerram.
De hoje em diante, meu dia começará repetindo Steve Jobs.
*** *** *** ***
Em 29 de junho de 2006, assinei no Blog do Noblat uma nota
justificando um hábito do presidente Lula que começava a incomodar os ouvidos
sensíveis: “acontece que não é por mal que o Presidente Luís Inácio Lula da
Silva nunca se refere ao nosso país pelo nome. Ou fala ‘este país’, ou ‘neste
país’, ou ‘deste país’. Bom observador que é, ele se apercebeu que vivemos no
mundo dos contrários. Dá-se que nós, que até hoje achávamos que vivíamos no Brasil,
maior país da América do Sul, vivemos é no Lisarb, gigante da Lus od Aciréma.
Somos lisarbeiros, filhos de lisarbeiros e pais ou avós de lisarbeirinhos”.
Meses depois, em 30 de março de 2007, saudosa, escrevia de
Lisarb para os amigos do blog, comemorando, entre outras efemérides, o
nascimento da TV Lisarb, aquela que o então presidente descreveu assim:
“Eu sonho grande, sonho com uma coisa quase 24 horas por dia
(...). Nós temos que fazer uma coisa séria, não é uma coisa para falar bem do
governo ou para falar mal do governo, é uma coisa para informar. A informação
tal como ela é, sem pintar de cor-de-rosa, mas também sem pichá-la”.
A ‘coisa’ empacou e por isso não lhe coube a informação da
década, quiçá do século e em 12 de junho de 2009, eu tricotava com vocês a
transformação de Lisarb em principado: o príncipe-presidente, chefe desse
paraíso tropical no planalto central plantado, escolheu sua sucessora.
Na ocasião disseram que o príncipe Lula teria dito: “O fato
de eu escolher a Dilma como minha sucessora é que ela tem muito a ver comigo. É
mais pela semelhança que pela diferença”.
Lisarb ficou em festa. A escolhida foi coroada, a corte tem
damas de companhia de truz, a carruagem é magnífica e as palavras do
príncipe-presidente têm sido honradas desde então. A semelhança é imensa!
Temos tido, como convém a um principado, muitas festas. Agora
mesmo Lisarb está vestida de gala: descobrimos que temos uma colônia onde rir é
o melhor remédio e onde riem das mesmas coisas que nós. Há uma afinidade enorme
entre os de Gabrovo e os de Lisarb, da qual o pai do Menino Maluquinho
certamente nos dará notícia.
A corte se engalana dia sim, outro também. Tivemos, em menos
de um mês, duas festanças e que não me digam que é por motivos fúteis! Nada
disso. Em Lisarb, os cidadãos são muito cultos e evoluídos e lançamentos de
livros e DVDs são festas muito concorridas.
Em qual outro país você veria cinco ministros de Estado no
lançamento de um livro autobiográfico? E não só: deputados, senadores,
jornalistas, advogados... A fila pelo autógrafo de José Dirceu era só um pouco
maior que a fila pelo autógrafo de Delúbio Soares em seu DVD interativo, os
dois próceres de nossa intelligentsia!
Aqui, neste recanto abençoado, temos quem zele por nossa
cultura, pela moral e os bons costumes, por nossa saúde e pelo nosso bolso.
Ou vocês não percebem que as aventuras e desventuras dessas
duas figuras à espera de uma decisão do STF são muito mais educativas e
positivas do que aquela loura desenfreada a fazer charme para o marido?
Onde já se viu, em pleno século XXI, mulheres usando seus
pretensos encantos com os homens, arriscando uma noite sem freios e mais
lisarbinhos a caminho?
Num país evoluído, homens e mulheres são absolutamente iguais
e roupas íntimas devem ser grandes o suficiente para servir aos dois gêneros.
Todos devem ser magros e a pequena diferença, que não é culpa nossa, ficará
disfarçada no meio das notas.
Lisarb é a pátria das executivas, o território das mulheres
que fazem. Breve, quem sabe, prescindiremos deles... Mas enquanto essa gloriosa
revolução não acontece, tratemos de blindá-los o mais possível.
Jogo, fumo, bebida e sexo fora do casamento, hábitos
imperiosamente masculinos, serão banidos. Histórias como a das infelizes Bovary
e Karenina, mulheres formadas em outros tempos, não serão toleradas, nem em
livros.
Atenção, muita atenção às letras de música. Todo cuidado é
pouco. Onde já se viu uma mulher pedir a um homem que a leve até a Lua?
Lisarb também acabará com outra idiossincrasia, essa herdada
dos americanos: a tal da privacidade. Fumar nem dentro de nossas casas. Rauchen
verboten, já dizia o Adolfo.
Em breve, como somos uma nação onde a lógica e a ética
triunfam, será proibido o fabrico de cigarros e as fronteiras serão fechadas.
De dois em dois anos os amigos terão notícias de Lisarb.
Minha intenção é missionária. Não pretendo falhar e na próxima carta, estou
segura, vocês saberão que a perfeição foi alcançada nesta terra. Com toda a
certeza, não serei eu a assinar a missiva.
Já estarei em outras plagas, que chatice, desculpem, tem
hora...
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Contrabando
Artistas e jogadores que compraram carros
com máfia vão responder a inquérito, diz PF
Publicada em 08/10/2011 às
00h10m
Antônio Werneck (werneck@oglobo.com.br) e Isabel de Araújo (isabel.araujo@oglobo.com.br)
·
R
RIO - Os jogadores de futebol Emerson, o Sheik, do
Corinthians; Diguinho, do Fluminense; e Kleberson, do Atlético Paranaense, e os
cantores Latino e Belo estão entre os famosos que tiveram seus carros
confiscados na sexta-feira durante a maior operação realizada pela Polícia Federal este ano
no país para desarticular uma organização criminosa especializada em
contrabando de automóveis de luxo . O
grupo, segundo as investigações, teria se beneficiado do esquema montado pela
máfia israelense e os bicheiros do Rio para venderem carros de luxo importados
por preços muito abaixo do mercado.
Segundo as investigações federais, jogadores e cantores, além
de empresários de várias partes do país, teriam comprado veículos com a
quadrilha, obtendo vantagens como descontos de até R$ 150 mil. A PF informou
que, além do confisco dos veículos, todos poderão ser processados por crime de
contrabando caso não consigam provar que agiram de boa-fé.
VÍDEO: PF
entra em condomínio de luxo para prender mafioso israelense
FOTOS: Confira
mais imagens da operação
Entre os 35 carros de luxo apreendidos em todo país, havia um
Lamborghini Gallardo LP 560, avaliado em R$ 1,3 milhão, em São Paulo.
- Embora os veículos contrabandeados chegassem pelos portos,
não temos elemento que indiquem a participação de servidores aduaneiros no
esquema. Além dos carros, eles contrabandeavam pedras preciosas, que chegavam
ao Brasil com o certificado de origem (documento que comprova de onde é a
pedra) falsificado - adiantou o procurador Antônio do Passo Cabral, do MP
federal.
Em Curitiba, no Paraná, a Polícia Federal apreendeu um Jeep
Hummer na casa do jogador Kleberson. Em nota, o jogador diz que comprou o carro
em abril do ano passado, "numa empresa em regular funcionamento e que o
valor devido foi integralmente pago, da forma ajustada, e consta da nota
fiscal" emitida em seu nome.
- É contrabando adquirir um veículo de maneira fraudulenta na
concessionária. Vamos analisar cada caso para identificar as fraudes - afirmou
Marcus Vinicius Vidal Pontes, superintendente da Receita Federal no Rio.
Emerson, Diguinho, Kleberson, Latino e Belo disseram que as
documentações dos carros estavam corretas.
Na operação, 13 pessoas foram presas, 35 carros de luxo
apreendidos e mais de R$ 50 milhões em bens e dinheiro em conta bancárias foram
confiscados em 14 estados. A organização criminosa especializada em contrabando
de automóveis de luxo seria financiado por contraventores ligados à máfia
israelense, conhecida como "Albergil Femily", e estaria envolvido em
lavagem de dinheiro da contravenção, exploração de máquinas caça-níqueis e
tráfico de pedras preciosas. O dinheiro também era lavado através da compra de
imóveis de luxo.
A PF batizou a operação, realizada em parceria com a Receita
Federal e o Ministério Público federal, de "Black Ops" (expressão em
inglês para operações clandestinas). Ao todo foram expedidos 22 mandados de
prisão e 119 de busca a apreensão. Policiais federais e auditores da Receita
vasculharam mais de 30 revendedoras de carros importados no país. Pelo menos 15
empresas supostamente fantasmas e operadas por "laranjas" contratados
pela quadrilha estão sofrendo ação fiscal.Em um ano, segundo as investigações,
a quadrilha importou 103 veículos.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/07/artistas-jogadores-que-compraram-carros-com-mafia-vao-responder-inquerito-diz-pf-925538719.asp#ixzz1aC03lebI
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A REPÚBLICA PROCLAMADA POR ACASO
Por Carlos Chagas
O saudoso e incomparável Hélio Silva, dos maiores
historiadores brasileiros, titulou um de seus múltiplos livros de "A
República não viu o amanhecer". Contou em detalhes, fruto de muita
pesquisa, que a República foi proclamada por acaso. As lições daquele episódio
não devem ser esquecidas. Vale lembrá-las com outras palavras e um pouquinho de
adendos que a gente colhe com o passar do tempo, junto a outros
historiadores e, em especial, pela leitura dos jornais da época.
Desde junho que o primeiro-ministro do Império era o Visconde
de Ouro Preto. Vetusto, turrão, exprimia os estertores do chamado "poder
civil" da época, muito mais poder do que civil, porque concentrado nas
mãos da nobreza e dos barões do café, com limitadíssimas relações com o cidadão
comum. O Brasil havia saído da Guerra do Paraguai com cicatrizes profundas, a
começar pela dívida com a Inglaterra, mas com novos personagens no palco. O
principal era o Exército, composto em maioria por cidadãos da classe
média, com ênfase para os menos favorecidos. Escravos aos montes também
haviam sido libertados para lutar nos pântanos e charcos paraguaios.
Nobres lutaram, como Caxias e Osório, mas a maioria era composta
daquilo que se formava como o brasileiro médio.
Ouro Preto, como a maior parte da nobreza, ressentia-se
daqueles patrícios fardados que começavam a opinar e a participar
da vida política. Haviam sido peça fundamental na abolição da escravatura, em
1888. Assim, com o Imperador já pouco interessado no futuro,
o governo imperial tratou de limitar os militares. Foram proibidos de
manifestações políticas, humilhados e punidos, como Sena Madureira
e tantos outros.
Havia, nos quartéis e em certos círculos
políticos, um anseio por mudanças. Até o Partido Republicano tinha sido
criado no Rio e depois em São Paulo, mas seus integrantes estavam unidos
por um denominador comum: República, só depois que o "velho" morresse,
pois era queridíssimo pela população. E quem passaria a mandar no Brasil seria
um estrangeiro, o Conde d'Eu, francês, marido da sucessora, a princesa
Isabel.
Cogitava, aquele poder civil elitista, de dissolver o
Exército, restabelecendo o primado da Guarda Nacional, onde os coronéis e altos
oficiais careciam de formação militar. Eram fazendeiros, em maioria. Os boatos
ganhavam a rua do Ouvidor, no Rio, onde localizavam-se as redações de jornal.
Na tarde de 14 de novembro movimentam-se um regimento e
dois batalhões sediados em São Cristóvão. Com canhões e alguma metralha, ocupam
o Campo de Santana, defronte ao prédio onde se localizava o ministério da
Guerra, na região da hoje Central do Brasil. Declararam-se rebelados e exigiam
a substituição do primeiro-ministro, que lá se encontrava com seus
companheiros. Comandados por majores, estava criado o impasse: não tinham
como invadir o prédio, por falta de um chefe de prestígio, mas não
podiam ser expulsos, já que as tropas imperiais postadas nos fundos do
ministério não se dispunham a atacá-los. O Secretário-Geral do ministério da
Guerra era o marechal Floriano Peixoto, que quando exortado por Ouro
Preto a investir à baioneta contra os revoltosos, pois no Paraguai haviam
praticado feitos muito mais heróicos, saiu-se com frase que ficou
para a História: "Mas no Paraguai, senhor primeiro-ministro, lutávamos
contra paraguaios..."
Madrugada do dia 15 e os majores, acampados com a tropa
revoltada, lembram-se de que ali perto, numa casinha modesta, morava o
marechal Deodoro da Fonseca, há meses perseguido pelo governo
imperial, sem comissão e doente. Dias atrás o próprio Deodoro recebera um
grupo de republicanos, com Benjamim Constant, Aristides Lobo e outros,
aos quais repetira que não contassem com ele para derrubar o Imperador, seu
amigo.
Acordado, Deodoro ouve que dali a poucas horas Ouro Preto
assinaria decreto dissolvendo o Exército. Não era verdade, mas irrita-se,
veste a farda e dispõe-se a liderar a tropa. Não consegue montar a cavalo, tão
fraco estava. Entra numa carruagem e acaba no pátio fronteiriço ao
ministério da Guerra. Lá, monta um cavalo baio e invade o prédio, com os
soldados ao lado, todos gritando "Viva Deodoro! Viva
Deodoro!" Saudando-os com o agitar o boné na mão direita,
grita "Viva o Imperador! Viva o Imperador!". Apeia e sobe
as escadarias, para considerar Ouro Preto deposto. Repete diversas vezes :
"Nós que nos sacrificamos nos pântanos do Paraguai rejeitamos a
dissolução do Exército." Estava com febre de 40 graus. O
Visconde, corajoso e cruel, retruca que "maior sacrifício estava
fazendo ele ouvindo as baboseiras de Vossa Excelência!"
Foi o limite para Deodoro dizer que estava todo mundo preso.
O marechal já ia voltando, o sol ainda não tinha
nascido e os republicanos, a seu lado, insistem para que aproveite
a oportunidade e determine o fim do Império. Ele reluta.
Benjamin Constant lembra que se a República fosse proclamada naquela hora,
seria governada por um ditador. E o ditador seria ele, Deodoro. Conta a lenda
que os olhos do velho militar se arregalaram, a febre passou e ele desceu ao
andar térreo, onde montou outra vez o cavalo baio. A tropa recrudesceu com o
"Viva Deodoro! Viva Deodoro!" e ele agradeceu com os gritos de
"Viva a República! Viva a República!" Os militares desfilaram pelas
ruas do centro do Rio. Deodoro foi descansar em sua casa e, à
tarde, meio surpreso com o que tinha feito, recebeu homenagem da
Câmara de Vereadores do Rio. Confirmou a mudanmça e assinou os primeiros
decretos repiblicanos, levados por Rui Barbosa e outros.
Aristides Lobo escreverá depois em suas memórias que "o
povo assistiu bestificado a proclamação da República."
Preso no Paço da Quinta da Boa Vista, com a família, o
Imperador teve 48 horas para deixar o Brasil. Deodoro quis votar uma
dotação orçamentária para que subsistissem no exílio. D. Pedro II
recusou, levando apenas pertences pessoais. A República estava proclamada
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Esse texto
corajosíssimo é de uma amiga, professora autônoma, dona de um curso de Redação, Ritacy
Azevedo. Merece ser publicado na íntegra. No jornal O POVO, porém,
limita o número de caracteres. Vamos fazê-lo ganhar o mundo virtual. Repassa.
Carta aberta ao Governador do Estado do Ceará
Excelência,
Preciso dizer-lhe publicamente que votei muito mal nas últimas eleições estaduais!
Sou professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação e me dedico à profissão intensamente há vinte anos. Votei em Vossa Excelência por o senhor apoiar a campanha de Dilma Roussef. Há quatro revelações que devo fazer aos professores para que possam me desculpar esse ato falho, embora saiba que muitos deles agiram como eu, pois acreditaram em suas propostas de fazer avançar a educação no Estado. É justo que o senhor as conheça!
1. A primeira é a de que, na verdade, não havia, no Ceará, nenhum candidato dos que disputavam mais veementemente o Governo que fosse convincente, apesar do grande aparato midiático. Dos males, porém, viesse o menor. O senhor pelo menos contribuiu na campanha da Presidenta. O meu prejuízo não foi completo.
2. A segunda confissão é a de que, como o senhor, tentei ser esperta, pois votei em alguém de quem, mesmo não esperando um bom mandato, contribuía para o meu objetivo. Reconheço, contudo, que o senhor me superou no lucro de tudo isso, por ter sabido se apoiar na minha candidata para se eleger.
3. A terceira é a de que não esperava ver colegas escrachados, humilhados, surrados, feridos, ensanguentados, desmaiados, tratados sem o mínimo respeito, como se vítimas dos famosos anos de chumbo da Ditadura Militar, principalmente ocorrendo este fato na Assembleia Legislativa, Casa que deveria defender os interesses da classe em vez de, subservientemente, ceder aos seus caprichos. Felizmente a população já sabe que apenas quatro Deputados votaram contrariamente ao plano de Vossa Excelência. Não será só o senhor a perder no próximo pleito, mas também todos os que, ao contrário dos quatro, "ferraram" os professores (Esta é a expressão: "ferraram", pois não consigo ser educada e suave diante de barbaridades e brutalidades).
4. A quarta e última é a de que nunca me orgulhei tanto de ser professora. Estou feliz por saber que os meus colegas, os meus digníssimos colegas estão enfrentando como heróis seu autoritarismo e por saber que teremos avanços a partir de agora, pois a história dos professores cearenses muda a partir de agora, bem como a sua!
Continuemos, agora apenas entre nós! Não posso perder a oportunidade de satisfazer a uma curiosidade! Preciso perguntar-lhe: se o estudo do professor não tem valor no Ceará, que valor terá o do aluno? Ah, já sei... o senhor manda distribuir computadores a alguns. Quero lembrar que não são bobos. Vão recebê-los, mas não vão compensar as perdas do ano letivo!
Refiro-me à desvalorização da pesquisa e da obtenção de conhecimentos. Os professores, ao se submeterem a cursos como Especializações e Mestrados, desejam adquirir conhecimentos que difundirão para crianças e jovens do nosso Estado. Sei que não devem obter um título apenas nem principalmente para terem algum acréscimo financeiro em seus vencimentos. Seu maior anseio deve ser aprender mais, para ensinar mais e melhor. Esse argumento, porém, não pode dar sustento à desonestidade e à injustiça. O que se deve pagar a mais ao professor especializado, mestre ou doutor por essa conquista e pelos esforços necessários a ela tem que ser justo, e não desrespeitoso. Não deve se assemelhar a uma esmola, como a que o Governo de Vossa Excelência insiste em garantir. É necessário que todos os cearenses, da capital e de todos os outros municípios, saibam que a proposta para essa recompensa é humilhante e que precisaria que fosse decuplicada para corresponder a uma pequena porcentagem do subsidio de Vossa Excelência, que não precisou mostrar diploma nem provar conhecimento algum para governar o Estado. Para ser Governador, basta não ser analfabeto.
Algo mais grave!
Trato ainda de algo mais grave: do seu desrespeito ao professor. Suas infelizes frases, reveladoras do grande desdém que Vossa Excelência não soube esconder em seu discurso, magoaram a todos nós, e não apenas aos colegas da rede estadual. A sua sugestão de que professores devem trabalhar por amor só poderia ser aceita se eles não comessem; se não quisessem garantir às suas famílias pelo menos uma diminuta parcela dos benefícios que o senhor garante à sua e a si mesmo; se não se vestissem, se não precisassem pagar por energia, água, telefone e, o que já é impossível, se não precisassem de livros e de outros recursos para o seu crescimento intelectual.
Não posso deixar de comentar também sobre a sua declaração de que o professor que queira ganhar melhor deve migrar para a escola privada. Vossa Excelência não se preocupa com a evasão dos professores da rede estadual? Isso não seria problema? Outros seriam contratados? Não interessa a permanência dos professores por muito tempo no serviço público, para que projetos tenham continuidade e outros benefícios ocorram? A escola privada realmente se mostra mais justa que a pública para com o professor? Esse pensamento de Vossa Excelência é lastimável!
Por que falo tanto?
Não tenho interesses partidários nem sou membro da oposição. Mas sou uma professora! E mais: sou especialista e mestra. Não gosto de ver meu esforço desvalorizado. Não adentrei o serviço público de educação. Não tive o desprendimento e o heroísmo dos meus digníssimos colegas da educação pública do Estado do Ceará, os quais respeito muito. Não me considero, porém, culpada por não acompanhá-los em tamanho esforço porque, ao contrário de Vossa Excelência, não concordo que eu deva trabalhar só por amor, mas também por dinheiro.
Não digo que a sua visão de que o professor ou qualquer outro profissional deva trabalhar por amor é ingênua, pois ingênua seria eu se assim pensasse. Digo sim que é uma máxima cruel, insensível, revoltante, além de ridícula! Além de respeitar o professor, lamento pelo desdém de que ele é vítima, pelas humilhações a que é submetido. É absurdo um professor precisar destinar-se à Assembleia Legislativa do Ceará para reivindicar desgastantemente um direito garantido por lei que Vossa Excelência insiste em desrespeitar: o direito a um piso salarial de aproximadamente R$ 1100,00.
Um apelo...
Pense melhor, Excelência. Deixe a sensibilidade superar a arrogância e a indiferença pelas necessidades sociais. Seja prudente! O senhor já perdeu por tudo que tem feito!
Um aviso...
Não é só o professor da rede estadual que está insatisfeito, mas também o da rede privada de ensino, bem como outros segmentos. Não há causa sem efeito!
Sem mais,
Ritacy de Azevedo Teles
P.S.: O tratamento respeitoso de "Vossa Excelência" é mera convenção gramatical da qual não consigo me desvencilhar. Não deve entendê-lo literalmente
Carta aberta ao Governador do Estado do Ceará
Excelência,
Preciso dizer-lhe publicamente que votei muito mal nas últimas eleições estaduais!
Sou professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação e me dedico à profissão intensamente há vinte anos. Votei em Vossa Excelência por o senhor apoiar a campanha de Dilma Roussef. Há quatro revelações que devo fazer aos professores para que possam me desculpar esse ato falho, embora saiba que muitos deles agiram como eu, pois acreditaram em suas propostas de fazer avançar a educação no Estado. É justo que o senhor as conheça!
1. A primeira é a de que, na verdade, não havia, no Ceará, nenhum candidato dos que disputavam mais veementemente o Governo que fosse convincente, apesar do grande aparato midiático. Dos males, porém, viesse o menor. O senhor pelo menos contribuiu na campanha da Presidenta. O meu prejuízo não foi completo.
2. A segunda confissão é a de que, como o senhor, tentei ser esperta, pois votei em alguém de quem, mesmo não esperando um bom mandato, contribuía para o meu objetivo. Reconheço, contudo, que o senhor me superou no lucro de tudo isso, por ter sabido se apoiar na minha candidata para se eleger.
3. A terceira é a de que não esperava ver colegas escrachados, humilhados, surrados, feridos, ensanguentados, desmaiados, tratados sem o mínimo respeito, como se vítimas dos famosos anos de chumbo da Ditadura Militar, principalmente ocorrendo este fato na Assembleia Legislativa, Casa que deveria defender os interesses da classe em vez de, subservientemente, ceder aos seus caprichos. Felizmente a população já sabe que apenas quatro Deputados votaram contrariamente ao plano de Vossa Excelência. Não será só o senhor a perder no próximo pleito, mas também todos os que, ao contrário dos quatro, "ferraram" os professores (Esta é a expressão: "ferraram", pois não consigo ser educada e suave diante de barbaridades e brutalidades).
4. A quarta e última é a de que nunca me orgulhei tanto de ser professora. Estou feliz por saber que os meus colegas, os meus digníssimos colegas estão enfrentando como heróis seu autoritarismo e por saber que teremos avanços a partir de agora, pois a história dos professores cearenses muda a partir de agora, bem como a sua!
Continuemos, agora apenas entre nós! Não posso perder a oportunidade de satisfazer a uma curiosidade! Preciso perguntar-lhe: se o estudo do professor não tem valor no Ceará, que valor terá o do aluno? Ah, já sei... o senhor manda distribuir computadores a alguns. Quero lembrar que não são bobos. Vão recebê-los, mas não vão compensar as perdas do ano letivo!
Refiro-me à desvalorização da pesquisa e da obtenção de conhecimentos. Os professores, ao se submeterem a cursos como Especializações e Mestrados, desejam adquirir conhecimentos que difundirão para crianças e jovens do nosso Estado. Sei que não devem obter um título apenas nem principalmente para terem algum acréscimo financeiro em seus vencimentos. Seu maior anseio deve ser aprender mais, para ensinar mais e melhor. Esse argumento, porém, não pode dar sustento à desonestidade e à injustiça. O que se deve pagar a mais ao professor especializado, mestre ou doutor por essa conquista e pelos esforços necessários a ela tem que ser justo, e não desrespeitoso. Não deve se assemelhar a uma esmola, como a que o Governo de Vossa Excelência insiste em garantir. É necessário que todos os cearenses, da capital e de todos os outros municípios, saibam que a proposta para essa recompensa é humilhante e que precisaria que fosse decuplicada para corresponder a uma pequena porcentagem do subsidio de Vossa Excelência, que não precisou mostrar diploma nem provar conhecimento algum para governar o Estado. Para ser Governador, basta não ser analfabeto.
Algo mais grave!
Trato ainda de algo mais grave: do seu desrespeito ao professor. Suas infelizes frases, reveladoras do grande desdém que Vossa Excelência não soube esconder em seu discurso, magoaram a todos nós, e não apenas aos colegas da rede estadual. A sua sugestão de que professores devem trabalhar por amor só poderia ser aceita se eles não comessem; se não quisessem garantir às suas famílias pelo menos uma diminuta parcela dos benefícios que o senhor garante à sua e a si mesmo; se não se vestissem, se não precisassem pagar por energia, água, telefone e, o que já é impossível, se não precisassem de livros e de outros recursos para o seu crescimento intelectual.
Não posso deixar de comentar também sobre a sua declaração de que o professor que queira ganhar melhor deve migrar para a escola privada. Vossa Excelência não se preocupa com a evasão dos professores da rede estadual? Isso não seria problema? Outros seriam contratados? Não interessa a permanência dos professores por muito tempo no serviço público, para que projetos tenham continuidade e outros benefícios ocorram? A escola privada realmente se mostra mais justa que a pública para com o professor? Esse pensamento de Vossa Excelência é lastimável!
Por que falo tanto?
Não tenho interesses partidários nem sou membro da oposição. Mas sou uma professora! E mais: sou especialista e mestra. Não gosto de ver meu esforço desvalorizado. Não adentrei o serviço público de educação. Não tive o desprendimento e o heroísmo dos meus digníssimos colegas da educação pública do Estado do Ceará, os quais respeito muito. Não me considero, porém, culpada por não acompanhá-los em tamanho esforço porque, ao contrário de Vossa Excelência, não concordo que eu deva trabalhar só por amor, mas também por dinheiro.
Não digo que a sua visão de que o professor ou qualquer outro profissional deva trabalhar por amor é ingênua, pois ingênua seria eu se assim pensasse. Digo sim que é uma máxima cruel, insensível, revoltante, além de ridícula! Além de respeitar o professor, lamento pelo desdém de que ele é vítima, pelas humilhações a que é submetido. É absurdo um professor precisar destinar-se à Assembleia Legislativa do Ceará para reivindicar desgastantemente um direito garantido por lei que Vossa Excelência insiste em desrespeitar: o direito a um piso salarial de aproximadamente R$ 1100,00.
Um apelo...
Pense melhor, Excelência. Deixe a sensibilidade superar a arrogância e a indiferença pelas necessidades sociais. Seja prudente! O senhor já perdeu por tudo que tem feito!
Um aviso...
Não é só o professor da rede estadual que está insatisfeito, mas também o da rede privada de ensino, bem como outros segmentos. Não há causa sem efeito!
Sem mais,
Ritacy de Azevedo Teles
P.S.: O tratamento respeitoso de "Vossa Excelência" é mera convenção gramatical da qual não consigo me desvencilhar. Não deve entendê-lo literalmente
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Estênio Negreiros
Fortaleza,CE
"As leis são como as teias de aranha; os pequenos insetos prendem-se nelas, e os grandes rasgam-nas sem custo”. (Anacaris, sábio grego, da Antiguidade

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