sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SOBRE A CONDUTA DIANTE DOS MORTOS QUERIDOS

   Ôi amigos, se eu não entrar amanhã ( 10.09.2010 ) é porque estou no hospital da universidade para a cirurgia. Obrigado pelo apoio de todos. Vejam o texto abaixo do livro NOSSO LAR de André Luis e Chico Xavier cujo filme está em cartaz. Não é crítica porque sabem que somos seres dotados de sentimentos. É um apelo à razão e a confiança em Deus. 
 
                                          CAPÍTULO 27 - O TRABALHO ENFIM

 
                                                                   ( ... )

 
- Por que  teria o Ribeiro ( espírito ) piorado tanto?
- Experimentou uma crise de grandes proporções - explicou a serva - e o Assistente Gonçalves esclareceu que a carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados, era a causa fundamental desse agravo de perturbação. Visto achar-se ainda muito fraco e sem ter acumulado força mental suficiente para desprender-se dos laços mais fortes do mundo, o pobre não tem resistido, como seria de desejar. 
                                                                   ( ... )
- Deliberei, então, aplicar alguns passes de prostração. subtrai-lhe as forças e a motilidade, em benefício dele mesmo.
- Fez muito bem - acentuou Tobias, pensativo - vou pedir providências contra  atitude da família. É preciso que ela receba maior bagagem de preocupações para que deixe Ribeiro em paz.
 
                                    CAP 49 - REGRESSANDO A CASA
 
             ( ... ) Minha família não era, apenas, uma esposa e três filhos na terra. Era, sim, constituída de centenas de enfermos nas Câmaras de Retificação e estendia-se, agora, à comunidade universal. Dominado de novos pensamentos, senti que a linfa do verdadeiro amor começava a brotar das feridas benéficas que a realidade me abrira no coração.
 
                                    CAP 50 - CIDADÃO DO NOSSO LAR
 
                                                           ( ... )
 
               Recordei que a senhora Laura, certa feita, me afirmara que toda criatura, no testemunho, deve proceder como a abelha, acercando-se das flores da vida, que são as almas nobres, no campo das lembranças, extraindo de cada uma a substância dos bons exemplos, para adquirir o mel da sabedoria.
                                                            ( ... )
                 
(...) Reconhecia, eu mesmo, que vigorosos laços de inferioridade se haviam rompido dentro de mim para sempre.
                                                            ( ... )
               (...) Naqueles rápidos sete dias, aprendera preciosas lições práticas no culto vivo da compreensão e da fraternidade legítimas.
                                                            ( ... )
              - Até hoje, André, você era o meu pupilo na cidade; mas, doravante, em nome da Governadoria, declaro-o cidadão de "Nosso Lar".

 
                Extraído do livro NOSSO LAR de Chico Xavier/André Luis e adaptado por José Matos - DF - 09.09.2010                                              



 

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