sexta-feira, 17 de setembro de 2010

“O ENREDO DA DEMOCRACIA” - jornalista Scarcela Jorge

               EXCELÊNCIAS os “filósofos” da Política (e como os têm muitos, até por “honrarias”) se referem às eleições como a “festa da democracia” titulada até na pseuda eleições cubana e de outras plagas continental no sentido de maquiar o processo. Entretanto as ditas eleições genuinamente democráticas começam impondo a obrigação de votar sob pena de densas sanções no caso de seu descumprimento. Parece muito claro que o voto obrigatório serve ao propósito da Justiça Eleitoral de manter o voto um controle rígido sobre o processo de votação e apuração dos votos. Sabendo-se o número total de eleitores alistados, este tem que ser igualado pela soma do número de eleitores que efetivamente votaram mais o número de eleitores que justificaram suas ausências. A fortuita diferença seria devida aos infratores que ousaram a não atender ao “chamado de civismo”. A nossa democracia, não satisfeita, também nos impõe outras coisas desagradáveis: o horário eleitoral gratuito, e agora, o limite na manifestação da expressão artística ou jornalística que possam, segundo a legislação eleitoral, influenciar variavelmente o processo. Talvez a baixa qualidade da política partidária flagrantemente evidenciada no nosso singular horário eleitoral gratuito, contribua pela obrigatoriedade do voto. Quem, depois de assistir semanas a fio ao exótico desfilar de tipos e discursos, se prepararia a sair de casa para se manifestar a favor deste ou daquele candidato ou partido? É deprimido e constrangedor sermos avessos à política rasteira e desmoralizada que vemos por aí e ainda sermos obrigados no dia da eleição, a sair de casa e entrar numa fila para prestar vassalagem ao Estado que deveria nos servir. Nenhum cidadão adulto responsável e independente deveria ser submetido a isso. Precisamos dar ênfase as novas reformas eleitorais, entretanto, nunca vêem, são pálidos aprimoramento da legislação promovidas somente pela Justiça Eleitoral ao se sentir ausente da formatação eleitoral a cada pleito, apenas causas circunstanciais e momentâneas. Por esta e outras razões a democracia em sua plenitude esbarra neste ou aquele “conceito”.

Antônio Scarcela Jorge






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