domingo, 12 de setembro de 2010

METAMORFOSE: DO HOMEM COMUM AO POLÍTICO - JORNALISTA SCARCELA JORGE

              “Excelências” quem realmente quer ajudar alguém, necessariamente, não precisa ser político, basta trabalhar de forma voluntária, tem exemplo disso aqui na cidade Nova-Russas, embora faça parte deste contexto de ação em sua maioria, sejam pessoas modestas e com o limitado poder aquisitivo. Não os nomino, pois deixaria de ser uma causa essencialmente ética e perderia a razão de se estabelecer de uma forma conceitual. Convenhamos; para ajudar a quem precisa que são muitos a implorar a caridade nesta comunidade carente e que se sente desamparada pelo poder público, que este, deveria retomar suas atribuições no campo social, muito embora, para quem faz algo com o dinheiro público, a tarefa de torne mais fácil. Infelizmente, nem assim os políticos que são outorgados pelos eleitores para representá-los, pouco ou nada fazem de relevante em benefício da população. Principalmente fiscalizar também as ações do executivo no campo social e de outros segmentos administrativos como despertar de consciência política. Tratamos de um tema que abordamos diretamente por existir vários questionamentos para que possamos no situar neste importante enigma, que tem atraído em nossa história, homens e mulheres, de todas as classes sociais, econômicas e até religiosas, para se tornarem algozes da política, em qualquer dimensionamento territorial. No plano inicial, o que vislumbra a pretensão de um cidadão comum, sem descendência política, a se tornar um parlamentar, (um Poder umbilicalmente ligado ao povo) pode trazer em seu bojo inaugural um profundo e verdadeiro sentimento de indignação, sinceridade, respeito e compromisso. Uma vontade de fazer algo em benefício do povo, trazendo soluções que muitos outros não fizeram, mesmo durante anos no poder. Motivos que nasceram diante do descontentamento governamental, das promessas não cumpridas e, das esperanças frustradas por ter “depositado” o seu voto de confiança, por muitas vezes aos representantes parlamentares do âmbito municipal, estadual e federal, por vários anos consecutivos, sem que estes correspondam com as suas expectativas. Entretanto, o cidadão comum, depois de decidido ser candidato e ter alcançado o seu status parlamentar, é duramente contagiado pelo grau de celebridade política que passa a ostentar e, se converter pelo costume perverso desse segmento ascendente de contradições que impera neste País. Dada esta transformação de conceitos e idéias generativas regrada pelo mundo político, a se chegar a triste realidade e vindo ao encontro realístico da “história da política” o que mais se tem visto em cada eleição, é um avanço agigantado de candidatos em busca da “BOTIJA”.

Antônio Scarcela Jorge



 

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