terça-feira, 7 de setembro de 2010

EXTINTOS: FERROVIA E SETOR INDUSTRIAL IMPLEMENTARAM A ECONOMIA NOVARRUSSENSE ATÉ OS ANOS 70 - JORNALISTA SCARCELA JORGE

              O setor industrial primitivo do município de Nova-Russas foi o condutor principal para o crescimento da pequenina cidade, surgida a margem da Ferrovia antes “cognominada” de Estrada de Ferro de Sobral, agregada a Rede de Viação Cearense – RVC e por último a Rede Ferroviária Federal S/A servido por trens de passageiros e de cargas, outro bem, extinto, o qual iremos nos reportar posteriormente. Nova-Russas, infelizmente não têm cúmulo histórico, e o que está sendo contado é um fato marcante vivenciado e testemunhado por mim. Por graça, nasci nesta cidade, na década de 50, numa residência situada na Rua denominada de Vila, um conjunto de casas, todas, de propriedade do Senhor Higino Gonçalves Rosa genitor de José Gonçalves Rosa e Avô de Francisco das Chagas Rosa, ex prefeitos desta cidade. Nas confluências dessas ruas surgiram as primeiras fabricas de beneficiamento de algodão um formado por empreendedores da época quase todos novarrussenses natos. A Usina A Joaquim & Cia, Usina Carneiro & Veras, Usina José Rosa, Usina Alfredo Gomes, Casa Machado S/A, proprietários os Senhores Antônio Joaquim de Sousa, José Gonçalves Rosa, Alfredo Gomes (Novarrussenses) e dos grupos, (antiga denominação de segmentos empresariais) Veras Coelho (Camocim) e P. Machado de Crateús. Muito depois chegou a Usina Antonio Carvalho LTDA (novarrussense) e a Algodoeira Gomes S/A. As nominadas indústrias, (exceção das duas últimas) funcionavam paralelamente absorvendo a capacidade empregatícia dos segmentos dos moradores da então pequenina cidade de Nova-Russas, concentrada e estimada em três mil habitantes no início do círculo econômico da cultura de algodão nos anos 50, rememorada como fase áurea do OURO BRANCO principalmente para a Franca em que Nova-Russas também elevou a comercialização exportadora a bem da verdade de maneira ínfima, mas que guarda mérito neste sentido. Decorridos todos esses anos, as pequenas indústrias foram extintas e, muitos críticos dão forma a histórica ocorrência as mais diversificadas interpretações. Dentre elas: - DIZEM ATÉ QUE NOVA-RUSSAS; É A CIDADE DO QUE JÁ TEVE! - Condiciono-me a outros interesses formatados pelo vil da economia saindo da maneira primitiva e se determinou pela evolução tomada pelo tempo. Por outro lado a que se vê, trouxe enormes prejuízos no setor primário do município. Se não há indústria em atividade, também acabou a industrial, a capacidade de absorção de trabalhadores embora de forma temporária e que dava vida as “causas” novarrussenses. Por razões diversas e considerando o “bairrismo” um sentimento que me é peculiar, vem em mente a preocupação ensejada pelo somatório que esta cidade nos promoveu, em todas suas atividades oferecidas ao povo, principalmente pela força da convivência pacífica do cotidiano de nossa gente, onde as disputas que ensejariam de qualquer ordem, se faziam isentas de questões que momentaneamente apenas servem de discórdia e de fonte de interesses pessoais não sendo característico dos novarrussenses.

Antônio Scarcela Jorge



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