Aproximam-se as eleições deste ano que poderá se traçar um paralelo de ações por novas perspectivas que nos pleitos passados jamais corresponderam as expectativas e mais uma vez o eleitor continua a espera de compromissos assumidos pelos candidatos e logo esquecidos pelos que se elegem. Do ponto de vista do cidadão, os eleitos em particular, os governantes premiados com o voto direto, depois de vinte e cinco anos da volta à democracia básica, só se lembram ao se aproximar a hora de renovação de mandato. Os três partidos na atualidade com maior peso representativo captaram a confiança tão indispensável quanto o exercício da crítica pelos eleitores e ficaram bem situados nas primeiras eleições, mas não foram capazes de definir o perfil democrático para o País neste século. Não basta ser a caricatura do que era o quadro político antes do ciclo militar. Estes maiores partidos em evidência redesenharam o homem público tradicional mas esqueceram-se de excluir do mandato o enriquecimento pessoal e seus conexos. E recusar, por coleguismo recíproco, que o teor de democracia seja avaliado pelo número de partidos políticos. Persiste na vida republicana o descrédito acumulado pela representação política e a indiferença parlamentar pelo juízo de baixo valor que a opinião pública lhe dispensa. As três Assembléias Nacionais Constituintes no século passado foram atropeladas pela distância virtual entre idéias novas e práticas políticas que passam pela ética e fingem não vê-la. A Nova República logo se desfez do adjetivo e autorizou o cidadão a não confiar no que ouve quando se aproxima a hora de ir as urnas. A representação voltou as costas à cidadania, ficou petulante e depreciou a ética. Despojou-se do adjetivo e se empanovou com o substantivo carregado de história antevendo ao longo dos séculos. Nas formatações das Constituições anteriores e também na atual, carece substancialmente em prover as regulamentações que se caracteriza de vício incomum de seus legisladores dentre outros aspectos. O fato gerador dessa premissa foi a eleição de segmentos representativos da “sociedade” e conseqüentemente facultar a “estes” à prática da antiética em suas ações e, se organizar acintosamente. Por esta ser uma ação inconseqüente, a Nova República envelheceu rapidamente pela reincidência crescente de traços genéticos e, já sem o adjetivo, se habilita a utilizar o efeito contraditório cujos resultados é a implementação viciosa de elementos usurpadores que se infectaram o poder. A perspectiva da nossa sociedade é a transformação desses conceitos e lutar pela mobilização popular neste sentido, que fomentará instituições no sentido da efetiva conscientização do nosso povo, então se terá a revisão de conceitos sedimentada na inovação das nossas leis, partindo do pressuposto de que esta, a ser efetivamente objetiva, produzirá à educação de nossa gente, referencial de uma sociedade cívica e essencialmente politizada.
Antônio Scarcela Jorge

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