ANTÔNIO SCARCELA JORGE
JORNALISTA
Quem presenciou o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, como não poderia deixar de ser, candidatos e a mídia estão escapulindo pela tangente de uma análise objetiva e irrecusável nas altercações entre os candidatos à sucessão presidencial e, por vez, se escondem sobre obviedades ou nas setas cruzadas sobre erros do passado. E passaram o vasto da denúncia sobre a crise moral e ética que atinge os três poderes, e também a falência dos partidos políticos. O que se observou que a candidata situacionista, tem a mesma explicação pra tudo, sobre questionamentos administrativos, programas e algumas ações no campo da execução de obras, por exemplo, a interminável recuperação de rodovias federais, vem a pequeno passo, durante mais de sete anos de governo do qual ela participou, e mui especialmente, as situadas no nordeste e que a maioria do seu eleitor não questiona porque não assimila isto, por pura inconsciência. Já que o “FOME ZERO” é uma dádiva divina prá eles. Por si a candidata utiliza chavões para embair os adversários e não mexer nos cartões corporativos: Em contrapartida temos o ex-presidente FHC um bom atalho que embaraça a oposição. Se formos concisos nesta análise há de se convir que o vil conseqüente do nosso quadro político deve partir da herança das duas décadas imperativas do regime militar regidas por cinco generais presidentes e para não ter que voltar atrás; com macha a ré para as diferenças com o Estado Novo do ditador Getúlio Vargas. Para ser mais explícito, teremos que rememorar a nossa história política, a do século XX, a fim de dar maior evidência dos fatos ocorridos naquela época. - Getúlio ascendeu na “crista” de uma revolução, com um nítido programa social de melhoria da classe trabalhadora e de modernização do país. Por este meio, o ditador conquistou o apoio fanático de milhões de brasileiros, (O MEU AVÓ PEDRO JORGE se situava bem neste campo) e, que enfrentavam jornadas estafantes, com salários miseráveis e sem nenhuma proteção. O salário mínimo, a legislação trabalhista foram avanços que derrubaram barreiras da insensibilidade da classe patronal. No estágio feroz da ditadura foram apuradas conquistas sociais de ampla magnitude no saibro dos trabalhadores. Este é uma das ações positivas e que seus efeitos ainda hoje trazem reflexos para as classes de trabalhadores. Por outro lado os que divergiam do regime, na ânsia do restabelecimento da democracia, foram “abatidos” nos porões das prisões sob a batuta de uma polícia política daquela época se transformaram em agentes da repressão, característica dos regimes ditatoriais que existiram e ainda existem no planeta. O retrospecto da história da política é descrita em síntese, vivenciadas sob uma instabilidade democrática no século passado, advindas por golpes e contragolpes, principalmente sob a égide do Estado Novo, cujo comandante-ditador, não dava sentido ideológico sobre suas ações filosóficas: De princípio se considerava como de centro-esquerda, depois da longa passagem de vários governos que presidia, derivou-se para a direita, centro-direita e terminou melancolicamente, o último sob o regime democrático, como de centro-esquerda, e sai como o maior líder e estadista político do século. Ressaltamos, o posicionamento ideológico se transcende aos costumes naturais e a transitoriedade. A menção ao ESTADO NOVO E O REGIME MILITAR DE 64, se enquadra no político brasileiro, especificamente sob ideologias, programo de identificação dos políticos das nações desenvolvidas. A de constatar um vazio eloqüente no sentido de promover a lisura “linguajá” nos embates eleitorais, que se tornaram circunstanciais, resultando na falta de aplicação da ética e da moral que foram obstaculados em função dos regimes de exceção democrática.


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