O atual governo fez o seu Partido, se decompor ideologicamente tão logo foi formada a sua base aliada composta por agremiações da direita e da esquerda, por via conseqüente prática natural e corriqueira de segmentos poderosíssimo de velhas “raposas” da política pelo vil do oportunismo destes usando a reciprocidade da ânsia do poder aí foi fácil infectá-los na condução desse emaranhado entendimento. Para atender pleitos inconseqüentes da base aliada o governo teve duas claudicações graves. Primeiro é este que participa e acoberta as velhas falcatruas da política brasileira, praticadas por seus membros e por aqueles da base aliada, provocando o desencadeamento permanente de escândalos da base governamental. Assistimos impassíveis os vários escândalos dentro dos Poderes da República, sendo os mais flagrantes as bagunças do Legislativo, com participação de deputados e senadores: Valerioduto, caso dos Correios, do IRB, Caso Luis Estevão, Caso Lunus, Escândalo do propinoduto, o Mensalão, e muito outros que levaria tempo citando-os, apesar de seu comandante supremo se julgar ético e com moral suficiente para se isolar do mar de corrupção à sua volta.
Segundo, também não fez nada de significativo e revolucionário pela Educação. Para este espúrio “conceito” se coloca países emergentes como o Brasil, por exemplo, a Coréia do Sul já nos fazem comer poeira porque mudaram esse paradigma anos atrás.
Considero erros essencialmente circunspectos, mas é ainda mais grave vindo de um governo em que seu Partido durante décadas pregou nos seus estatutos, não nos seus atos, pois sempre esteve na oposição, a libertação do povo brasileiro. Em curto prazo, através do voto contra a “velha política” do nepotismo, clientelismo, corrupção, coronelismo, entre outros ismos típicos da política brasileira. E a longo prazo, através da educação.
Mas, depois que chegou ao poder, a cúpula partidária através de seu maior integrante, deve ter se feito algumas perguntas: - Porque não vou me aliar à banda podre da política, fazer como eles fazem e defendê-los até a morte só assim posso me perpetuar no poder? Por que vou dar educação e informação ao povo se esse, dentro da sua ignorância atual, me dá apoio mesmo nos meus piores dias?
Existe sempre um aprendizado. Existe sempre uma evolução. O povo vai vagarosamente entender que não é esse o caminho. As coisas não precisam ser assim. Não precisamos ser o atual “país da vergonha” para termos avanços na área econômica e social como os que, promoveu o atual governo. É o início do fim de um partido, como já previam Cristovam Buarque, Gabeira e Marina Silva, essas presciências acentuadas pelos notáveis e ex integrantes da agremiação partidária, talvez seja o limiar de uma nova era.
Antônio Scarcela Jorge
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