sábado, 24 de julho de 2010

COMENTÁRIO ANTÔNIO SCARCELA JORGE – JORNALISTA

DESVIO DE CONDUTA

Está implícita universalmente, que à política é atividade essencialmente ética. Quem não pensou desta forma e praticou ações contrárias a esses princípios certamente se enveredará por caminhos escusos e terá uma passagem meteórica neste campo. Ao praticar ações pautadas em outro vil, projetando a perseguição à retaliação de segmentos que estavam distantes de seus atos se faz conseqüentemente alimentar a descrença e a inimizade que em hipótese nenhuma trará resultados desabonador. Ao vincular o poder público com aspiração imperialista e individualista, é uma utopia: Naturalmente precisará de apoio, tentando adicionar apenas grupos oportunistas e corporativistas onde praticam o zelo comum de seus interesses acima de todas as fraquezas materiais, se estabelece uma junção aparente de solidificação do Poder que é insólito, e circunstancial, esses são hospedeiros de prontidão prontos a debandar quando “o barco” começa a derivar. “A política é teoricamente ética e de difícil controle, mas, no sentido prático é que se vê no cotidiano, facilidades, “amizades” em torno apenas das benesses do Poder” O político no afã de dar pressa as suas aspirações, se torna leigo no seu aprendizado, torna-se insensível analfabeto neste conceito ao ponto de ignorar em torno dos acontecimentos proclamados pelo mau uso do dinheiro público. Citamos presentemente o Ex-Governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, reincidente nesta prática que ao apostar na “solidez da impunidade” PERDEU: foi preso e encarcerado, junto com os piores marginais, levando a família ao desespero, e amigos? - não o tinha mais. Os exemplos são evidentes e se sucedem na política, genericamente chegamos a conclusão, que a política brasileira abastardou-se. Por esta razão e que se multiplicaram os exemplos de homens públicos que chegam ao cargo para se enriquecer, para o simples gozo do poder, para distribuir recursos públicos e facilidades aos cúmplices que o ajudaram a eleger-se. Não precisa ser sábio, para se caminhar por este meio, que o exercício do cargo público deve voltar a ser percebido em todo a sua nobreza. Entendemos que o político é um eleito pelo povo para defendê-lo e cuidar do bem comum, a sua missão é de sacrifício e abnegação. No tempo em que o homem público esquece esses deveres éticos, comportar-se como os velhos reis ou os autocratas. A ética não tem suas regras estabelecidas por nós. A própria natureza sim, estabeleceu princípios e limites. A legislação positiva (legal) não pode contrariar a Lei Natural. A luz da razão, os políticos têm que refletir sobre esta questão e que ações desta natureza ensejarão no futuro a causa dos seus destroços como representante de uma sociedade que está na expectativa de avaliar o comportamento dos que procedem desta natureza. A alusão teórica desta questão aparentemente se esvai da ação prática aplicada por eles, circunstanciada pelos interesses naturais. Por esta razão entendemos que a profundidade destas ações terá que vim de cima, no âmbito da Federação, assim, teremos que clamar por reformas conscientes e inovadoras promovidas pela nossa sociedade representativa que já se iniciaram por suas ações, como a CNBB, a instituição mais acreditada no país, também a OAB e AMB dentre outras, e especialmente a mobilização do povo brasileiro, conseguintemente fomentará os poderes constituídos para dá seguimento as suas decisões Rogamos à maioria esmagadora de nossa sociedade para se transformar em guardiã da democracia brasileira, que numa solidez aparente de nossas instituições, contaminadas pelos corruptos, que expulge estes elementos através do voto, arma poderosa e única vil de uma sociedade que aspira uma amplitude democrática.

Antônio Scarcela Jorge



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